Publicidade na advocacia: o que conferir antes de imprimir
Checklist para revisar cartões, placas, pastas e materiais de escritório conforme a publicidade informativa prevista pela OAB.

Cartão de visita, papel timbrado, pasta, placa e material para evento podem apresentar um escritório de advocacia, mas a impressão deve partir de conteúdo já revisado segundo as regras profissionais. No Brasil, a publicidade da advocacia precisa ter caráter informativo, discrição e sobriedade, sem captação de clientela ou mercantilização da profissão.
Isso não significa que todos os materiais precisam ser iguais ou sem identidade. Significa que nome, informação profissional, linguagem, canal de distribuição e proporção da peça devem ser avaliados antes de fechar a arte. A gráfica produz o material aprovado; a responsabilidade pelo conteúdo permanece com o advogado ou a sociedade.
Qual é a regra de referência para publicidade na advocacia?
O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB disciplina a publicidade e a informação da advocacia. O texto admite marketing jurídico desde que respeitados os limites éticos e proíbe práticas como captação de clientela, mercantilização, promessa de resultado e uso de informação enganosa.
A OAB também publicou uma cartilha sobre publicidade na advocacia com perguntas e exemplos de aplicação. As fontes oficiais devem orientar a revisão porque um resumo de rede social ou um modelo pronto pode omitir contexto. Também é prudente verificar atualizações do Conselho Federal e orientações da seccional antes de autorizar a produção.
Neste artigo, as regras são apresentadas como pontos de conferência para o projeto gráfico. Casos específicos devem ser avaliados pelo profissional e, quando necessário, pelo órgão de ética competente.
O que conferir em cartões, pastas e papelaria?
O cartão profissional pode identificar advogado ou sociedade e facilitar contato. Segundo o Provimento 205/2021, a publicidade deve ser informativa. A cartilha da OAB aponta que cartões podem trazer nome, número de inscrição, endereço, telefone, e-mail, logotipo e QR Code, observadas as demais regras. Antes da impressão, confira a grafia, a inscrição e a forma correta de identificar a sociedade.
Um projeto de cartões de visita deve priorizar a leitura dos dados profissionais. Tipografia pequena, contraste baixo ou excesso de acabamentos podem prejudicar justamente a informação que legitima a peça. Faça uma prova no tamanho final e teste o QR Code no papel, não apenas na tela.
Pastas personalizadas, papel timbrado, envelopes e blocos podem seguir a mesma identidade. A consistência evita inserir uma lista diferente de áreas, telefones ou endereços em cada item. Se o escritório muda de sala ou canal com frequência, não transforme dados instáveis em tiragens grandes.
Evite chamadas comerciais, comparação com outros profissionais, promessa de êxito, menção promocional a preço ou gratuidade e expressões de superioridade. O material institucional pode explicar áreas de atuação de maneira informativa, mas deve ser revisado no conjunto: texto sóbrio em uma peça distribuída como panfleto de oferta ainda pode criar problema.
Como pensar placas e identificação do escritório?
A placa externa tem função de identificar o local. A cartilha da OAB orienta que ela mantenha discrição e sobriedade e seja proporcional ao ambiente. O projeto não deve imitar comunicação típica de comércio promocional nem usar recursos para chamar atenção de forma incompatível com a profissão.
Na comunicação visual, escolha material, dimensão e instalação depois de conferir regras do condomínio, do imóvel e do município. A composição pode usar nome, identidade visual e dados profissionais aprovados. Iluminação, quando necessária para leitura e localização, deve ser avaliada com a mesma moderação do restante da peça.
Dentro do escritório, placas de sala e recepção podem organizar o atendimento. Separe identificação funcional de publicidade. Uma sinalização de ambiente não precisa repetir todas as especialidades, contatos e mensagens institucionais em cada porta.
Como o modo de distribuição muda a análise?
Não basta revisar o arquivo isolado. O local e a forma de entrega também importam. O Provimento veda distribuição indiscriminada de material impresso em locais públicos, salvo participação em eventos de interesse jurídico. Por isso, um cartão adequado para contato profissional não se torna automaticamente um panfleto autorizado para abordagem em massa.
Para eventos jurídicos, defina quem promove a atividade, qual é o público e como o material será disponibilizado. Uma pasta de apoio, um programa ou um cartão entregue em contexto profissional tem função diferente de uma peça distribuída para captar pessoas com determinado problema.
QR Code e WhatsApp também precisam de destino coerente. O código não deve esconder uma promessa ou chamada que não poderia aparecer impressa. Teste a página de destino, confira autoria e mantenha os dados atualizados.
Qual checklist usar antes de mandar imprimir?
Use uma conferência curta, registrada por quem responde pelo conteúdo:
- nome profissional e número de inscrição estão corretos;
- a sociedade aparece com a denominação e o registro adequados;
- áreas de atuação foram descritas sem especialidade não reconhecida;
- não há preço, desconto, gratuidade promocional ou promessa de resultado;
- o texto não compara, não se autoproclama superior e não induz contratação;
- endereço, telefone, e-mail e QR Code foram testados;
- formato, dimensão, acabamento e distribuição são compatíveis com sobriedade;
- a versão atual das regras e orientações da OAB foi consultada.
Depois da aprovação, envie à gráfica rápida os arquivos finais, quantidades, dimensões e data de uso. A Compre Print pode produzir cartões, pastas, papelaria e placas conforme a arte aprovada, além de orientar escolhas de papel e acabamento. Ela não valida o enquadramento ético do conteúdo.
Perguntas frequentes
Advogado pode ter cartão de visita?
Sim, desde que o conteúdo e o uso respeitem o caráter informativo, a discrição, a sobriedade e as demais regras da OAB.
Posso colocar QR Code no cartão?
A cartilha da OAB admite QR Code. O destino também precisa respeitar as regras profissionais e deve ser testado antes da impressão.
A gráfica aprova o conteúdo conforme a OAB?
Não. A gráfica cuida da produção do arquivo aprovado. A conferência ética e a responsabilidade pelo conteúdo cabem ao advogado ou à sociedade.